segunda-feira, 25 de maio de 2009

O FAZER

Acontece todos os dias: você poderia ter feito alguma coisa, mas não fez e está usando a desculpa de que, se Deus quisesse que algo fosse feito, Ele o faria de qualquer forma. Ou então você faz algo e espera pelo resultado, fica esperando, mas o resultado nunca chega. Então você fica zangado, como se tivesse sido trapaceado, como se Deus o houvesse traído, como se Ele estivesse contra você, sendo parcial, preconceituoso, injusto. E então surge uma grande reclamação em sua mente. Nessa hora, falta confiança.
Uma pessoa religiosa é alguém que fará o que for humanamente possível, mas não criará nenhuma tensão por causa disso. Por que somo muito, muito pequenos, átomos ínfimos neste universo, as coisas são muito complicadas. Nada depende apenas da minha ação: há milhares de energias se entrecruzando. A soma dessas energias irá determinar o resultado. Como eu poderia determinar o resultado? Mas, se eu não fizer nada, pode ser que as coisas nunca mais serão as mesmas.

Tenho que agir, mas, ao mesmo tempo, tenho que aprender a não ter expectativas. Então o fazer torna-se uma espécie de oração, sem nenhum desejo de que tenha determinado resultado. Então não há frustração. A confiança irá ajudá-lo a permanecer livre de
frustrações, e “amarrar seu camelo” irá ajudá-lo a manter-se vivo, intensamente vivo.

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quarta-feira, 20 de maio de 2009

Vícios Pessoais

Eram duas horas da tarde. Não se ouvia nenhum ruído, e Petrus começou:

"Tende piedade, Senhor, porque somos peregrinos a caminho de Compostela, e isto pode ser um vício. Fazei em vossa infinita piedade com que jamais consigamos virar o conhecimento contra nós mesmos"

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terça-feira, 19 de maio de 2009

Ajude as vítimas da enchente no Ceará

Acompanham os jornais? A tv? Estão vendo esse movimento de comoção nacional em prol das vítimas das enchentes no norte-nordeste? Não? Eu também não.

Desde o início de abril, as regiões Norte e Nordeste sofrem com uma temporada de chuvas que já atingiu mais de 300 municípios. O número de desabrigados, até o momento, ultrapassa 184 mil pessoas, mais do que o dobro das vítimas de Santa Catarina em 2008, que na época uniu o país e seus veículos de comunicação. Inclusive, na época, a Cruz Vermelha aqui do Estado do Ceará foi a primeira a iniciar campanha de arrecadação de alimentos, como bem lembrou o Gabriel do Silenzio de onde eu captei essas informações.


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quinta-feira, 7 de maio de 2009

O Céu, o Inferno e a Montanha Russa

Acho que em todas as religiões podemos encontrar descrições de Paraísos e Infernos, onde somos levados após a morte. Alguns tem níveis, demônios, anjos... mas eu fiquei realmente encantado com a visão do zen budismo sobre o assunto.


Existe uma parábola zen onde um samurai muito leal tinha acabado de sair de uma guerra. Ele confrontava a morte em muitas batalhas, e não sentia medo. Porém, ele não sabia como encontrar as portas que levam ao Paraíso, para não escolher as que levam ao Inferno quando morresse. Então disseram que havia um monge muito sábio que poderia lhe dar a resposta. Ele foi até o monastério, subiu as escadarias e deu de cara com o tal monge, que estava meditando. Perguntou a ele então: “Como posso encontrar as portas que levam ao Paraíso e as portas que levam ao Inferno?” O monge respirou fundo, então disse: “um mendigo ignorante como você jamais entenderia tal coisa.”

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sexta-feira, 1 de maio de 2009

Fonte de Alegria Permanente

mais um do Samsara blog.

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Podemos ficar confusos e pensar que o outro é a fonte de nosso deleite – a pílula de amor a ser engolida. O amor mal compreendido torna-se apego obstinado. Acreditamos que o objeto de nosso amor é uma permanente fonte de alegria. Voltamos e continuamos querendo mais. Estamos confundindo amor com fixação, que traz sofrimento, e não alegria. A fonte de alegria permanente é nosso amor, não a outra pessoa.

Estar apaixonado por alguém em particular ajuda-nos a conhecer a alegria que emana quando cuidamos da felicidade dos outros. Pensamos em como deixar a pessoa feliz – o que lhe dar, o que dizer, o que fazer. Mas o verdadeiro amor não depende de nenhum objeto. O verdadeiro amor é a energia natural da mente estabilizada, um recurso inexaurível que cultivamos.


Sakyong Mipham Rinpoche (1962~)
"Governe seu Mundo"

 

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